A franquia Star Wars continua com Star Wars: Maul – Shadow Lord, a mais recente série animada do CCO da Lucasfilm, Dave Filoni (Clone Wars, Rebels, The Bad Batch), apresentando o icônico vilão do lado sombrio, Darth Maul (Sam Witwer). A série se passa em um momento crucial na vida de Maul: tendo escapado por pouco da Ordem 66, Maul opera nas sombras da Era Imperial, tentando reconstruir o “Shadow Collective”, seu império do submundo, que foi fragmentado quando a República derrotou e prendeu Maul.
Nos episódios 3 e 4 de Shadow Lord, Maul se dedica a realizar dois objetivos simultaneamente: consolidar ainda mais sua sindicato criminoso enquanto tenta corromper uma jovem Jedi para o lado sombrio e recrutá-la como sua aprendiz. Maul não tem sucesso total no último (ainda), mas no que diz respeito ao primeiro, ele alcança uma vitória importante e consolida uma peça chave em seu retorno criminoso.
A Queda do Sindicato Pyke… Antes de Maul

Disney – Lucasfilm Animation
Em Star Wars: Maul – Shadow Lord, no “Capítulo 4: Orgulho e Vingança”, Maul usa o pequeno gangster que manteve vivo, Looti Vario (Chris Diamantopoulos), como um Cavalo de Troia contra o Sindicato Pyke. Vario vai para a fortaleza do líder Pyke, Marg Krim (Stephen Stanton), alegando trair Maul. Em vez disso, Vario executa a traição, fazendo “Maul” emboscar os Pykes e começar a dizimá-los, até que Vario o atinge com um raio paralisante. Os Pykes levam o chefão do crime até Krim, que logo percebe que o Dathomiriano encapuzado que capturaram não é, de fato, Maul. O verdadeiro Maul então entra na sala e usa a Força para recuperar seu sabre de luz do lado de Krim, e usa a espada flutuante para cortar o chefão do crime Pyke bem na barriga, matando-o. Maul observa os Pykes restantes se curvarem, promovendo o capitão da guarda, Kalt, para ser seu novo representante na gestão do sindicato Pyke.
Este evento foi fundamental para o arco de história de Maul e para o estado posterior do submundo de Star Wars. Muito do que está acontecendo em Maul – Shadow Lord precisa se reconciliar com o que acontece mais tarde na linha do tempo de Star Wars, em filmes como Solo: Uma História Star Wars, onde o império criminoso de Maul é totalmente reconstruído e próspero, através de organizações como Crimson Dawn e os Pykes. Também preenche a lacuna com a série animada anterior, Clone Wars, que dedicou um tempo considerável de tela para contar um arco de história sobre Maul construindo o Shadow Collective sob o nariz do Imperador Palpatine, enquanto se escondia nos Territórios da Orla Exterior em planetas como Mandalore. Após se unir ao grupo marginalizado da Death Watch de Mandalore, Maul conseguiu que os Pykes, Black Sun e outros se submetessem à sua aliança, governando o Shadow Collective com mão de ferro.
Os Pykes são uma parte importante da mitologia de Star Wars, vindos do planeta natal Oba Diah, um dos maiores produtores de especiarias cruas da galáxia. Esse recurso lhes deu uma alavancagem incrível, que o Sindicato Pyke utilizou para se tornar uma das organizações do submundo mais poderosas da galáxia, rivalizando com Black Sun e os Hutts. Eles foram contratados para todo tipo de serviço nefasto, como o assassinato do Mestre Jedi Sifo-Dyas para Darth Tyranus (Conde Dooku), para encobrir a criação do exército clone. Após sobreviverem às Guerras Clônicas como parte do Shadow Collective de Maul, os Pykes continuaram a prosperar durante a Era Imperial e até a Era da Nova República, quando seu poder começou a diminuir, após a gangue de Boba Fett assumir suas operações em Tatooine, matando a liderança ali estacionada.

Além da morte de Krim ser uma das mortes mais legais em Star Wars (e um bom eco da assassinato de Snoke por Ben Solo em The Last Jedi), Maul – Shadow Lord está cumprindo seu papel como uma peça de ligação/preenchimento adequada para um personagem chave de Star Wars. Futuras séries de Star Wars poderiam aprender com esse exemplo.
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Fonte: CB






