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A Samsung deseja integrar a Inteligência Artificial em todos os cômodos da sua casa

reescreva o título em portugues do brasil usando outras palavras: A Samsung quer a Inteligência Artificial em toda a tua casa E não acrescentar nenhum texto ou tag além do próprio texto traduzido

A Samsung aproveitou a Semana de Design de Milão para apresentar a sua nova visão sobre o futuro da Inteligência Artificial e do design de produto. Numa exposição com o nome Design Is an Act of Love, Mauro Porcini, o diretor de design da empresa (Chief Design Officer), defendeu que a indústria precisa de uma abordagem mais ética e focada na humanidade para guiar a IA na direção correta.

A IA que te vai seguir (literalmente) por toda a casa

Um dos principais pontos altos do evento foi a apresentação de protótipos como o Project Luna, um conceito de companheiro de IA doméstico com um ecrã redondo e uma cabeça rotativa. A ideia principal da Samsung é que, enquanto o smartphone continuará a ser o centro da nossa IA pessoal, o ambiente doméstico será dominado por uma “IA comunitária”. Esta tecnologia será capaz de interagir com as pessoas sem problemas, saltando entre dispositivos como a televisão, um altifalante ou o frigorífico, dependendo das necessidades do utilizador no momento.

Mesmo assim, a marca parece querer evitar a banalização de colocar ecrãs gigantes em todo o lado. Em Milão, a Samsung apresentou soluções menos intrusivas, como um projetor que cria uma interface visual na mesa da cozinha ou num frigorífico tradicional, deixando de existir quando a luz se apaga. Mostrou também uma coluna de som que toca discos de vinil, mas que se ilumina com uma interface dinâmica de IA e um equalizador sempre que é activada.

A promessa: Uma IA com limites e focada no ser humano

Porcini acredita que a IA vai tornar-se numa commodity (um recurso comum a todos) e que o verdadeiro fator de diferenciação das marcas será a qualidade e o valor da experiência. Para isso, afirma que o objetivo da tecnologia deve ser exclusivamente ajudar as pessoas, orientando a inovação através de uma verdadeira “bússola moral”.

A empresa definiu quatro grandes objetivos para o uso da IA nos seus produtos:

“Viver mais tempo”: Utilizar a tecnologia para melhorar a saúde e o bem-estar dos utilizadores.
“Viver melhor”: Otimizar as tarefas para oferecer mais tempo livre às pessoas.
“Viver intensamente”: Aumentar a capacidade de expressão através de múltiplas interfaces digitais.
“Viver para sempre”: Ajudar na preservação do conhecimento e das memórias.

Adeus aos aparelhos todos iguais

Outra grande alteração deste modelo está relacionada com a identidade visual. Mauro Porcini diz que para a Samsung estar verdadeiramente focada no lado humano, não deve impor uma linguagem de design rígida ou minimalista a todos os seus clientes. A liberdade de expressão é um elemento importante e prevê uma “explosão” anual de produtos com designs expressivos e invulgares, sendo a IA, e não as semelhanças estéticas, o grande elo de ligação entre todo o ecossistema Samsung.

As ambições da empresa podem esbarrar nos desafios da privacidade, como refere o artigo da Fast Company. Atualmente, a Samsung comanda cerca de um quinto das vendas mundiais de smartphones, um quarto dos electrodomésticos e um terço de todos os televisores no mercado. Sabendo que a marca já enfrentou críticas e processos judiciais devido à recolha de dados dos utilizadores nas suas Smart TVs, a Samsung terá de criar políticas de privacidade rigorosas para que a sua “IA comunitária” seja vista como uma ajuda milagrosa e não como um sistema intrusivo de vigilância doméstica.

Fonte: Eurogamer

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