Pokédex limitada e restrições de itens geram revolta entre os fãs
Antes mesmo do lançamento, o público criticou Pokémon Champions pelo tamanho reduzido da Pokédex, que inclui apenas 186 dos 1.025 monstrinhos da série. Essa quantidade representa apenas uma fração da história da franquia. Como comparação, o antigo Pokémon Stadium 2 oferecia 251 criaturas das regiões de Kanto e Johto. Embora a ausência de algumas espécies fosse inevitável, o volume de perdas decepcionou os seguidores da marca.
A promessa de adições futuras poderia aliviar essas preocupações, mas a Nintendo vincula muitos Pokémon novos a práticas de monetização. Dessa forma, os jogadores precisam gastar recursos internos para adquirir seus favoritos para as equipes competitivas. Atualmente, alguns personagens previstos custarão tão caro que exigirão o uso de dinheiro real para o desbloqueio.
Além disso, o sistema de obtenção funciona de maneira semelhante ao gacha, oferecendo seleções aleatórias ao recrutar novos membros. Gastar dinheiro para tentar a sorte gera frustração, mas o jogo vai além. Itens importantes para as batalhas também dependem de pagamentos, e alguns só aparecem para quem compra o Passe de Batalha do game. Esses recursos de serviço ao vivo enfureceram a comunidade, que manifestou descontentamento em redes sociais.
O Passe de Batalha cria uma progressão inferior a outros títulos competitivos
Acumular Pontos de Temporada (SP) não seria um problema se as recompensas fossem apenas itens cosméticos para o Treinador. Liberar opções de estilo para o personagem customizado é muito melhor do que travar itens cruciais atrás de sistemas de progressão cansativos. Além disso, o SP não é um recurso comum, pois exige a participação em Batalhas Ranqueadas difíceis contra outros jogadores. A falta de modos sólidos para um jogador dificulta ainda mais a obtenção gratuita dessa moeda.
Para piorar a situação, o progresso perde o valor quando uma temporada termina. A cada ciclo, o Passe de Batalha e o SP sofrem um reinício, o que significa a perda de prêmios que talvez nunca retornem. Se um item de batalha fundamental estiver no topo de um passe sazonal, o jogador perde a chance de desbloqueá-lo caso não jogue o suficiente. Quando somamos isso aos exclusivos do Passe Premium, como Pokémon poderosos e suas Mega Stones, a situação parece abusiva.
Falta de variedade e problemas técnicos marcam o lançamento
Com itens do Passe Premium também disponíveis na loja do jogo, torna-se quase impossível ter vantagem competitiva sem gastar dinheiro. Isso fez com que muitos usuários evitassem qualquer compra, resultando em opções muito estreitas nas partidas multijogador. No modo Ranqueado, é comum enfrentar os mesmos Pokémon repetidamente, seja pela facilidade de obtenção ou pela força superior em relação às criaturas gratuitas.
Diversas falhas de desempenho durante as partidas aumentam as deficiências do título. Erros de comunicação à longa distância fazem os turnos demorarem muito, tornando a busca por recursos dez vezes mais lenta do que deveria. Problemas técnicos persistem, mas a monetização agressiva e as falhas de conexão impedem que o jogo seja o simulador robusto prometido.
Com o tempo, o feedback dos jogadores pode reduzir a dependência da moeda interna para a montagem das equipes. Por enquanto, a diversão em Pokémon Champions permanece travada por barreiras que dificultam o acesso à jogabilidade envolvente que sustenta a franquia há anos.






