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Os 5 Piores Jogos de Arcade Convertidos para Consoles Domésticos de Todos os Tempos

Os 5 Piores Jogos de Arcade Convertidos para Consoles Domésticos de Todos os Tempos

Atualmente, a tecnologia em consoles domésticos e PCs permite a adaptação de jogos de fliperama sem grandes complicações. Contudo, nem sempre foi assim. Nas primeiras gerações de consoles de videogame domésticos, portar um jogo de arcade era um desafio considerável, visto que a tecnologia da época não era tão avançada. As máquinas de fliperama possuíam hardware dedicado capaz de superar os sistemas de 8 e 16 bits. Por conseguinte, quando um jogo era adaptado para o Atari 2600, Nintendo Entertainment System ou até mesmo sistemas de 32 bits como o Sony PlayStation, o resultado nem sempre era satisfatório. Apresentamos aqui cinco das piores adaptações de jogos de arcade já feitas para consoles domésticos, e, francamente, todas deixaram muito a desejar.

1) Double Dragon

Uma captura de tela de Double Dragon no Atari 2600.

Embora exista uma adaptação razoável de Double Dragon para o NES, a versão para o Atari 2600, por outro lado, talvez nem devesse ter sido cogitada. O jogo alcançou imensa popularidade, o que justifica o desejo de muitos em tê-lo no sistema. No entanto, em 1989, quando desembarcou no Atari 2600, o console já estava consideravelmente ultrapassado. O título, desenvolvido pela Activision, parece uma tentativa de capitalizar em cima de um sistema já obsoleto, e isso fica evidente. A ausência de capacidade de hardware é notória, pois o 2600 estava longe de conseguir emular o jogo de arcade, resultando em uma adaptação realmente decepcionante.

2) Dragon’s Lair

Uma captura de tela de Dragon’s Lair no Nintendo Entertainment System.

Lançado em 1983, Dragon’s Lair foi um jogo de fliperama impressionante que utilizava um leitor de LaserDisc para exibir animações em vídeo de alta qualidade criadas por Don Bluth, com as quais o jogador interagia. Essencialmente, revolucionou a indústria, atraindo muitos jogadores aos arcades. Em 1990, o jogo chegou ao NES, mas sem o leitor de LaserDisc. Isso forçou uma redução significativa no conteúdo para acomodar o sistema de 8 bits, e o resultado é visível. Não só Dragon’s Lair tem uma aparência terrível no NES, como também é tão mal codificado, com sua detecção de acertos, que se torna quase impossível de jogar. Dragon’s Lair já era um jogo extremamente desafiador desde o início, mas no NES, nem vale a pena a tentativa.

3) X-Men vs. Street Fighter

Uma captura de tela de X-Men vs. Street Fighter no PlayStation.

A Capcom demonstra grande habilidade na criação de jogos de luta, e alcançou um sucesso notável ao colocar seus personagens de Street Fighter contra os X-Men. Enquanto a versão de fliperama de X-Men vs. Street Fighter é um jogo incrível que certamente deveria ter funcionado bem no PlayStation, isso não aconteceu. O console, embora relativamente robusto, não conseguiu acompanhar a velocidade do jogo. Isso resultou em quadros de animação perdidos, tornando a experiência visual picotada. Além disso, o jogo sofria com lentidão constante, menos detalhes nos cenários e longos tempos de carregamento. Para completar, a adaptação removeu a jogabilidade de duplas do arcade, o que enfureceu os jogadores, pois era uma das características mais marcantes do título original.

4) Ikari Warriors

Uma captura de tela de Ikari Warriors no Nintendo Entertainment System.

Ikari Warriors é um jogo de tiro em movimento direto que se saiu bem nos arcades, garantindo sua adaptação para diversos sistemas ao longo dos anos. Chegou ao NES, e embora se pudesse esperar um bom desempenho, isso não ocorreu. O problema não residia nos gráficos ou nos sons do jogo, mas sim nos controles. O gabinete de fliperama utilizava joysticks rotativos, algo que o NES não possuía. Para contornar essa limitação, os desenvolvedores optaram por forçar os jogadores a girar lentamente para mirar no inimigo que desejavam atacar, tornando-os alvos de movimento lento. Isso torna a adaptação de Ikari Warriors para o NES insuportavelmente difícil, retirando a diversão da versão original do arcade. Ainda assim, mesmo que se dominasse os controles ruins, a jogabilidade repetitiva ao longo de seus quatro níveis não vale o esforço.

5) Pac-Man

Uma captura de tela de Pac-Man no Atari 2600.

Há uma contradição em relação a este jogo. A adaptação de Pac-Man para o Atari 2600 foi detestada, e a imagem confirma o motivo. O jogo não é o mesmo, e a jogabilidade era péssima. O dilema surge pelo fato de Pac-Man ter sido o jogo mais vendido no Atari 2600, com mais de 8 milhões de cópias comercializadas. É difícil explicar isso sem assumir que 8 milhões de pessoas foram enganadas na compra, o que inclui meus próprios pais. De qualquer forma, o jogo foi terrivelmente codificado e mal se parecia com o sucesso original de fliperama que solidificou a Namco como uma grande força na indústria de jogos.

Fonte: CB

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