A Pearl Abyss confirmou que está avaliando a possibilidade de lançar Crimson Desert para o Nintendo Switch 2. A grande questão é se o hardware do novo console será poderoso o suficiente para rodar um jogo de tamanha complexidade.
De acordo com a análise da Digital Foundry, a resposta parece ser positiva. Acredita-se que o console híbrido da Nintendo consiga executar o jogo a 30 quadros por segundo (FPS), mas isso exigirá sacrifícios gráficos significativos, de forma similar ao que ocorreu na adaptação de The Witcher 3 para o Switch original.
O DLSS como salva-vidas visual
Para alcançar os 30 FPS, os desenvolvedores precisarão reduzir drasticamente a resolução nativa do jogo. No entanto, o Switch 2 possui uma vantagem considerável em relação a outros consoles: a tecnologia DLSS da NVIDIA.
Esse sistema baseado em inteligência artificial será crucial para reconstruir a imagem, garantindo que, mesmo com uma resolução base baixa, o jogo mantenha uma aparência aceitável, clara e definida na tela.
Gráficos no “mínimo” e o desafio das multidões
Para ter uma ideia do desempenho esperado, o Xbox Series S, com especificações semelhantes, foi utilizado como referência. Se as configurações forem equiparadas, os jogadores de Nintendo podem esperar um nível gráfico “mínimo” na maioria dos aspectos, incluindo modelos, texturas, sombras, reflexos e água.
Contudo, o obstáculo mais desafiador não reside nos gráficos, mas sim na CPU do Switch 2. Em aglomerações urbanas densas ou áreas com muitos elementos no jogo (como Bug Hill), o console pode atingir seu limite de processamento. A solução mais viável para contornar isso seria a remoção de uma grande quantidade de NPCs e a diminuição da distância de renderização.
Esse tipo de adaptação – com cidades menos povoadas e uma otimização intensa do processador – foi exatamente o que permitiu que o Nintendo Switch original rodasse um título robusto como The Witcher 3.
Fonte: Eurogamer






