Em Doctor Who, até mesmo os vilões mais marcantes sempre encontram um jeito de voltar. A série de ficção científica mais longeva da televisão atravessa um período de incertezas. Após o fim da parceria entre a BBC e o Disney Plus, ainda não está claro como as próximas temporadas serão financiadas. Russell T Davies segue envolvido em um novo especial de Natal, mas o futuro da produção continua indefinido.
Enquanto isso, a Big Finish mantém ativa a franquia com produções em áudio que exploram diferentes momentos da linha do tempo da série. O lançamento mais recente, The Worlds of Doctor Who Zygon Century Transformation, aposta em uma nova fase da história envolvendo os Zygons, alienígenas capazes de mudar de forma que não aparecem na televisão desde 2015.
Essa nova coletânea faz parte de uma narrativa maior, na qual uma facção desses seres infiltra a sociedade humana ao longo de um plano que se estende por um século. Um dos destaques é o retorno de Eric Roberts ao papel do Mestre, personagem que ele interpretou no filme de 1996.

Zygons infiltram a Terra em plano de longo prazo
Na história, um grupo chamado Black Cadre vive entre os humanos há décadas. Ao longo de cem anos, essa facção dos Zygons se infiltra silenciosamente na sociedade, expandindo sua influência pelo mundo.
Transformation é o segundo volume dessa saga em áudio e apresenta três histórias ambientadas em diferentes períodos, mostrando como o plano desses invasores se espalhou por locais como Munique, Death Valley e Moscou.
A trama também dá continuidade a eventos iniciados no volume anterior, Infiltration, ao mesmo tempo em que introduz novos personagens.
Tramas se conectam em diferentes épocas
Uma das histórias acompanha Herbert Scott, um investigador do oculto que é libertado da prisão por uma herdeira alemã, cuja verdadeira identidade levanta suspeitas. Em paralelo, o grupo Black Cadre demonstra interesse por um carnaval que percorre regiões isoladas da costa da Cornualha.
Outra narrativa se passa em 1968 e mostra um Zygon fugitivo tentando escapar da própria facção, enquanto enfrenta um culto misterioso liderado por uma figura conhecida como Arkon, que pode ter origem extraterrestre.
Já a terceira história leva o Terceiro Doutor para o centro do conflito. Ele se une a um agente britânico chamado Caldwell em uma missão na União Soviética, enquanto o espião lida com visões perturbadoras do passado e do futuro.
Terceiro Doutor e clima de Guerra Fria ganham destaque
A presença do Terceiro Doutor adiciona um tom diferente à narrativa, com elementos que lembram histórias de espionagem. O cenário nos anos 1970, em plena Guerra Fria, reforça essa atmosfera, colocando o Doutor e Caldwell em uma parceria marcada por conflitos e desentendimentos.
A missão envolve uma ameaça ligada à infraestrutura nuclear soviética, ampliando o alcance do plano dos Zygons dentro do contexto global.
Retorno do Mestre abre novas possibilidades

Outro ponto que chama atenção é o retorno do Mestre interpretado por Eric Roberts. Essa versão do personagem apareceu apenas no filme de 1996, o que torna sua volta um elemento inesperado dentro da cronologia da série.
A reintrodução desse Mestre sugere uma abordagem mais flexível com a linha do tempo, permitindo novas conexões e histórias. Ao mesmo tempo, abre espaço para futuras produções explorarem diferentes possibilidades dentro do universo de Doctor Who.
Fonte: CB






