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Há 37 Anos, Dois Personagens Icônicos da Marvel Estreavam na TV, Décadas Antes do MCU

Há 37 Anos, Dois Personagens Icônicos da Marvel Estreavam na TV, Décadas Antes do MCU

Charlie Cox e Vincent D’Onofrio: Os Intérpretes Definitivos de Daredevil e Wilson Fisk

Charlie Cox como Matt Murdock e Vincent D’Onofrio como Wilson Fisk são, indiscutivelmente, dois dos personagens mais marcantes do Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Durante a fase da Netflix, a interpretação de Cox do “Demônio de Hell’s Kitchen” estabeleceu um padrão de heroísmo moralmente complexo, algo que o MCU raramente explorava na época. Paralelamente, D’Onofrio entregou um vilão genuinamente ameaçador, fugindo do estereótipo de espetáculo descartável.

Após o fim da Marvel Television, ambos os atores retornaram ao MCU de forma cautelosa. No entanto, “Daredevil: Born Again” consolidou a presença permanente deles na franquia. A segunda temporada expandiu significativamente esse universo, reintegrando Jessica Jones (Krysten Ritter) na resistência contra o Prefeito Fisk. Já a terceira temporada confirmou o retorno de Luke Cage (Mike Colter) e Danny Rand (Finn Jones). Dada a relevância narrativa e as performances brilhantes, Cox e D’Onofrio são hoje as encarnações definitivas em live-action de seus respectivos personagens. Contudo, eles não foram os pioneiros.

O Precursor Esquecido: Daredevil em “O Julgamento do Incrível Hulk”

A maioria dos fãs da Marvel lembra do filme de cinema de 2003, “Demolidor”, escrito e dirigido por Mark Steven Johnson, como o precursor do MCU. Estrelado por Ben Affleck como Matt Murdock, a produção foi criticada e teve dificuldade em atrair público. Wilson Fisk também apareceu nesse filme, interpretado por Michael Clarke Duncan. A escolha do elenco gerou reações mistas, e muitos fãs sentiram que não capturou completamente a ameaça controlada característica do personagem.

Contudo, essa produção cinematográfica é, na verdade, a segunda tentativa de adaptar esses dois personagens para o formato live-action, não a primeira. Catorze anos antes de Affleck vestir o traje em Hell’s Kitchen, Daredevil e o futuro Rei do Crime surgiram em um telefilme que a maioria dos fãs da Marvel já esqueceu há muito tempo.

Rex Smith como Daredevil e Lou Ferrigno como Hulk em O Julgamento do Incrível Hulk

A Primeira Aventura de Daredevil e o Rei do Crime em Live-Action

Dirigido e estrelado por Bill Bixby como o fugitivo Dr. David Banner, “O Julgamento do Incrível Hulk” foi o segundo de três telefilmes produzidos como continuação da série “O Incrível Hulk”, exibida pela CBS entre 1977 e 1982. Exibido pela NBC em 7 de maio de 1989, o filme contou com o retorno de Lou Ferrigno como Hulk, ao lado de Bixby, mantendo a continuidade de uma franquia que conquistou um público fiel ao longo de cinco temporadas.

A trama de “O Julgamento do Incrível Hulk” coloca Banner em uma cidade sem nome controlada por um chefe do crime chamado Wilson Fisk, interpretado por John Rhys-Davies. A história começa em um trem, onde Banner intervém em um assalto e se transforma no Hulk durante a confusão. Ele acaba preso pelo crime que tentava impedir.

Em seguida, o advogado de defesa cego Matt Murdock (Rex Smith), que atua à noite como o combatente do crime Daredevil, entra em cena para defender Banner. Murdock, cujos sentidos aguçados confirmam a veracidade de Banner, aceita o caso. Eventualmente, ele revela sua identidade dupla, e os dois se unem para desmantelar a operação de Fisk no ato final do filme.

John Rhys-Davies como o Rei do Crime em O Julgamento do Incrível Hulk

O Piloto Fracassado e as Decisões Criativas

O roteirista Gerald Di Pego concebeu “O Julgamento do Incrível Hulk” como um piloto para uma série proposta do Daredevil na NBC. O projeto, no entanto, nunca se concretizou, em parte devido a decisões criativas controversas. O traje de Daredevil no filme era inteiramente preto, sem orifícios visíveis para os olhos, afastando-se do uniforme vermelho dos quadrinhos.

Stan Lee, cocriador de Daredevil, criticou publicamente a escolha, argumentando que o traje preto denunciava a cegueira de Murdock a todos os seus oponentes. Além disso, John Rhys-Davies aceitou o papel de Fisk sem saber que o personagem é tradicionalmente careca e sem barba nos quadrinhos. Ao ser informado, ele se ofereceu para raspar a cabeça, mas a produção não dispunha de recursos para fornecer uma peruca adequada. Assim, Fisk aparece no filme com cabelo.

Essa tentativa de piloto malsucedida fez com que o telefilme fosse a única aparição live-action do Daredevil até o filme de 2003. Levaria ainda 26 anos após “O Julgamento do Incrível Hulk” para Cox e D’Onofrio estrearem a versão definitiva de Daredevil e Kingpin na Netflix.

“Daredevil: Born Again” Temporada 2 está disponível no Disney+.

Fonte: CB

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