Ao escolher a melhor parte de franquias como Star Wars, a preferência pessoal dita a resposta. Tanto “Uma Nova Esperança” quanto “O Império Contra-Ataca” possuem argumentos fortes. Da mesma forma, “Como Treinar o Seu Dragão” divide opiniões, com fãs igualmente divididos entre o primeiro e o segundo filme. No caso de “Jumanji”, tanto o filme com Robin Williams quanto “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” podem ser considerados os melhores entre os três (em breve, quatro). Mas, nesse contexto, você considera a versão com Williams como a primeira ou a primeira com Dwayne Johnson como o início de algo novo?
Contudo, quando se trata de certas sagas de fantasia no cinema, a primeira produção se destaca como a melhor. Embora a diferença não seja gritante em todos os casos (talvez em apenas um), é inegável que o ápice de cada franquia ocorreu em sua estreia.
5. As Crônicas de Nárnia

As adaptações cinematográficas dos livros de C. S. Lewis sobre Nárnia, embora não alcançassem o mesmo patamar de “Harry Potter”, foram bastante populares. No entanto, tanto em termos de bilheteria quanto de crítica, o primeiro filme foi, sem dúvida, o de maior relevância.
E com razão. Existe uma diferença notável entre a carga emocional e a força narrativa de “As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” e seus dois sucessores. “As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian” é um filme de ação genérico, mas ainda assim, superior ao entediante “As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada”, que sequer justificava o retorno de Tilda Swinton ao elenco. Essa queda justifica o hiato na franquia, embora uma nova adaptação do sexto livro, “O Sobrinho do Mago”, sob a direção de Greta Gerwig, esteja a caminho.
4. Conan, o Bárbaro

Este é um caso bastante simples, pois “Conan, o Bárbaro” de 1982, dirigido por John Milius, é o único exemplar notável da franquia. “Conan, o Destruidor” é péssimo, assim como “Red Sonja”, caso você a considere parte da saga (Schwarzenegger não interpreta Conan pelo nome, mas… é óbvio).
O reboot com Jason Momoa é divertido o suficiente, mas em termos de memorabilidade, fica no mesmo nível de outro filme de “espada e sandália” de Marcus Nispel, “Pathfinder”. E isso não é um elogio.
3. O Senhor dos Anéis

O “elefante na sala”: todas as três partes da trilogia “O Senhor dos Anéis” de Peter Jackson são obras-primas. Quase totalmente desprovida de momentos tediosos, repleta de atuações fantásticas, visuais deslumbrantes e efeitos práticos convincentes, é a trilogia definitiva do cinema.
Entretanto, “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” ainda se sobressai, mesmo que “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” tenha levado o Oscar de Melhor Filme. Sem dúvida, “A Sociedade do Anel” é superior a toda a trilogia “O Hobbit” e à animação “O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim”.
2. Piratas do Caribe

As chances estavam contra “Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra”, mas o filme superou todas as apreensões válidas, tornando-se um clássico. O subgênero de piratas finalmente se mostrou viável financeiramente; a performance peculiar de Johnny Depp foi perfeita e tudo simplesmente funcionou de forma extraordinária.
E, francamente, a magia se manteve nos dois primeiros filmes subsequentes (filmados em sequência), “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” e “Piratas do Caribe: No Limite da Fartura”. Eles são clássicos como o primeiro? Não exatamente, mas não estão tão distantes quanto a recepção mista em 2006 e 2007 poderia indicar. De qualquer forma, são muito superiores aos dois filmes seguintes. Em “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, até mesmo Depp parecia desengajado emocionalmente, e isso transpareceu.
1. Indiana Jones

Embora se incline para ação/aventura, a saga Indiana Jones é, de fato, fantasia. Artefatos mitológicos que liberam fantasmas que derretem rostos ou transformam pessoas em esqueletos ao serem bebidos? Mesmo com os focos religioso e histórico, é fantasia.
E é uma saga de fantasia que definitivamente atingiu seu auge na primeira rodada. Não muitos filmes de grandes estúdios conseguem ostentar facilmente o título de Perfeito, mas “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida” é definitivamente um deles. Contudo, para mérito da franquia, “Indiana Jones e a Última Cruzada” também é excelente, e “Indiana Jones e o Chamado do Destino” representou o retorno à forma que a franquia merecia após o execrável “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”.
Fonte: CB






