As aventuras em Pokémon, através de suas diversas gerações, são moldadas pela região em que você se encontra. Cada local criado para os jogos principais inspira-se em cenários reais do mundo, adaptando paisagens fictícias que refletem a identidade única de áreas específicas. Geralmente, essas regiões combinam maravilhas urbanas expansivas com biomas deslumbrantes para a descoberta de novos Pokémon, definindo a personalidade de cada jogo. Algumas dessas regiões se tornam mais memoráveis que outras.
Vários jogos derivados da franquia Pokémon também apresentam regiões únicas. Um exemplo é a histórica região de Hisui em Pokémon Legends: Arceus, que representa uma versão antiga da região de Sinnoh, da Geração 4. Embora esta lista se concentre apenas nas regiões dos jogos principais, jogos derivados e ROM hacks frequentemente oferecem paisagens incríveis para exploração. Algumas regiões, contudo, possuem um toque nostálgico que as torna dignas de serem revisitadas, seja em remakes ou em outros projetos que transportam os jogadores de volta a locais marcantes.
9. Região de Galar (Geração 8)

A Região de Galar, de Pokémon Sword e Shield, busca retratar o Reino Unido, com suas colinas ondulantes e monumentos grandiosos que abrigam os Pokémon Gigantamax e Dynamax. Estádios imponentes e castelos dominam o cenário. No entanto, o design voltado para a exploração deixa a desejar em comparação com jogos anteriores. A progressão é bastante linear, e as rotas oferecem pouca ou nenhuma surpresa, desmotivando a exploração fora do caminho principal.
Parte disso deve-se à estrutura geral da região, que se desenvolve verticalmente, do sul para o norte. Embora seja uma ideia interessante, a abordagem contínua à exploração é restrita em muitos aspectos. Mesmo a Área Selvagem, que se propõe a ser aberta, carece de profundidade. Apesar dos novos e cativantes Pokémon da Geração 8 presentes em Galar, a apresentação de sua história e folclore não é coesa, tornando-os secundários e podendo confundir os jogadores durante a jornada.
8. Região de Paldea (Geração 9)

Apesar de receber expansões com os DLCs The Teal Mask e The Indigo Disk, a Região de Paldea, de Pokémon Scarlet e Violet, compartilha alguns desafios de Galar. Inspirada em locais da Península Ibérica, como Espanha, Portugal, Andorra e Gibraltar, Paldea apresenta marcos impressionantes organizados em um mundo semiaberto. Essa foi uma novidade para a série Pokémon, mas a natureza aberta da região fez com que os locais visitados parecessem um tanto vazios, dificultando a conexão com o universo.
Como Pokémon Winds and Waves planeja adotar a fórmula de Paldea, é fácil lembrar as frustrações decorrentes do design da região. A falta de escalonamento de inimigos em relação ao nível do jogador fez com que a natureza aberta de Paldea fosse, em parte, uma ilusão, com o jogo sugerindo caminhos específicos em vez de permitir exploração livre. Dito isso, ainda existem locais variados o suficiente para tornar a experiência interessante, como a Grande Cúpula no centro de Paldea. Problemas de desempenho e a necessidade constante de retornar a áreas já exploradas prejudicam Paldea, mesmo com a adição de um meio de transporte para explorar mais rapidamente.
7. Região de Kanto (Geração 1)

Inspirada nas áreas orientais de Honshu, no Japão, a Região de Kanto é icônica por dar início à série Pokémon. Ela apresenta diversos locais memoráveis e é conhecida pela sua alta concentração de ambientes urbanos, incluindo grandes cidades e assentamentos espalhados pelo mapa. No entanto, por ser a primeira região da série, infelizmente possui menos conteúdo do que as gerações posteriores.
A simplicidade de Kanto tem seu próprio charme, com áreas como Lavender Town, a Usina de Energia e as Ilhas Sevii expandindo a história e o folclore da região por meio de locais isolados. Apesar disso, revisitar Kanto repetidamente em diferentes jogos diminuiu um pouco o apelo original da região. A transição do 2D para o 3D também não beneficiou Kanto, tornando a exploração dos cenários em Pokémon: Let’s Go, Pikachu! ou Let’s Go, Eevee! um desafio. A estrutura quadriculada de Kanto é ótima para iniciantes, mas a região em si não oferece nada de extraordinário.
6. Região de Johto (Geração 2)

A Região de Johto expande as ideias de Kanto de diversas maneiras para a Geração 2, mas brilha especialmente nos remakes Pokémon HeartGold e SoulSilver. Inspirada na região de Kansai, no centro-sul de Honshu, Japão, com partes de Chubu ocidental e Shikoku oriental, Johto une várias influências para criar uma terra intrincada. O impacto cultural de Johto é mais evidente que em outras gerações, com locais como a Torre de Ferro em Ecruteak City ou o Lago da Fúria se tornando cenários memoráveis para os jogadores descobrirem.
Mais elementos da cultura japonesa enriquecem Johto, com cidades que possuem designs belos e intencionais, buscando evocar conexões com o mundo real. Contudo, as limitações da Geração 2 tornam Johto extremamente pequena em comparação com outras regiões. Seus cenários originais são minúsculos se comparados a locais futuros. A possibilidade de revisitar Kanto nos jogos da Geração 2 frequentemente mascara o quão pequena Johto é e sua dependência do passado, mesmo com sua excelente construção de mundo.
5. Região de Kalos (Geração 6)

Embora muitos fãs tenham ressalvas sobre Pokémon X e Y, é inegável que a transição do 2D para o 3D na Geração 6 foi amplamente impulsionada pela forma como a Região de Kalos foi construída. Inspirada em regiões da França, áreas como Lumiose City foram projetadas para se assemelhar à metrópole de Paris, com a Torre Prisma servindo como a Torre Eiffel do mundo Pokémon. Mais tarde, Lumiose City foi o único local do spin-off Pokémon Legends: Z-A, e é apenas um dos vários cenários impressionantes que tornam Kalos uma região fantástica para explorar.
A rica construção de mundo confere a Kalos uma região repleta de histórias, permitindo que os jogadores mergulhem em áreas com estilos próprios. Paisagens naturais deslumbrantes, como a Caverna Cintilante ou a Floresta de Santalune, também possuem camadas de detalhes que só foram possíveis com o salto para o 3D. Um sistema de táxi na Geração 6 facilita o retorno a áreas anteriores, oferecendo aos jogadores mais oportunidades para explorar Kalos à vontade. O foco na cultura urbana, com boutiques, cafés e outros ambientes em 3D, ajudou a solidificar Kalos como uma região instantaneamente reconhecível.
4. Região de Unova (Geração 5)

Unova é a primeira região inspirada em uma área fora do Japão, recebendo influências diretas de locais norte-americanos como Nova York. Apresentada em Pokémon Black e White, assim como em suas sequências, Unova é a região mais urbanizada da série. Ela serve como um novo começo para a franquia, reforçado pelo design de seu mapa quadriculado. Em vez de rotas gramadas, os jogadores atravessam estradas pavimentadas, ruas amplas de cidades, aeroportos e centros de arte e entretenimento, o que faz a Geração 5 parecer verdadeiramente vibrante.
As paisagens naturais possuem camadas de história, apesar do ambiente urbano. Grandes castelos remetem a conflitos profundos que formam o cerne da narrativa surpreendentemente rica de Unova para um jogo Pokémon. Unova realmente parece um lugar habitado, com personagens NPCs andando constantemente pelas ruas das cidades e dando vida aos cenários. Raramente você se sente sozinho em Unova, pois há densas populações de personagens, mesmo em áreas mais propícias à descoberta de Pokémon na natureza, sejam florestas densas ou ruínas desérticas misteriosas.
O que torna Unova especial, no entanto, é como ela altera a perspectiva da câmera para dar uma sensação de grandiosidade ao mundo. A totalidade de Castelia City, por si só, faz os edifícios parecerem arranha-céus, com seu personagem sendo uma pequena figura na vasta cidade. Representações semelhantes de escala são vistas ao correr em pontes conectadas ou ao viajar por cavernas montanhosas densas, conferindo a Unova um caráter extra durante a exploração. Com tudo isso, o único fator que limita Unova é a linearidade de sua progressão, raramente oferecendo motivos para desviar do caminho principal.
3. Região de Hoenn (Geração 3)

A frase “muita água” frequentemente associada à Região de Hoenn, da Geração 3 de Pokémon, é, na verdade, uma visão limitada. A natureza aquática desta paisagem realça seus temas em vez de tornar o local monótono. A ideia de terra contra mar é aparente em Hoenn através do conflito central entre os Pokémon Lendários Kyogre e Groudon. Jogos como Pokémon Ruby, Sapphire e Emerald destacam como a região foi moldada por esses Pokémon. Os remakes Omega Ruby e Alpha Sapphire aprofundam essa ideia, ao mesmo tempo que fazem a região brilhar ainda mais através de novas formas de viagem.
A vivacidade de Hoenn reflete a região de Kyushu, no Japão, a mais ao sul das quatro ilhas japonesas, incluindo áreas como Okinawa. Algumas partes de Hoenn são quase tropicais, com locais como Sootopolis e Pacifidlog Town exibindo assentamentos no próprio oceano que parecem completamente únicos em comparação com outros locais Pokémon. Paisagens cinzentas de montanhas vulcânicas foram combinadas com altas gramíneas de selva e clima dinâmico, fazendo Hoenn parecer uma força da natureza em constante mudança, assim como os Pokémon que a criaram.
2. Região de Alola (Geração 7)

A Região de Alola pode ser a maior ruptura de Pokémon com as regiões “tradicionais” até hoje, apresentando um conjunto de ilhas em vez de uma massa de terra unificada. Inspirada no estado do Havaí, nos Estados Unidos, Alola deu passos ousados, abandonando a estrutura usual de Ginásios dos jogos anteriores e introduzindo formas regionais de Pokémon clássicos em Pokémon Sun e Moon. Esses fatores tornam Alola um lugar excitante para se percorrer, com pequenos espaços abertos que os jogadores podem explorar em seu próprio ritmo.
A construção ambiental manteve Alola como uma evolução distinta do que a Geração 6 apresentou anteriormente, refinando o visual 3D para ser superior ao que a série já havia oferecido. Pokémon Ultra Sun e Ultra Moon levaram as ideias de Alola adiante, mesmo que as ilhas tivessem uma abordagem um tanto linear para os jogadores. Ao contrário de outras regiões, as tradições e a cultura de Alola são parte integrante do local que os jogadores aprendem com o tempo. Essa conexão entre uma narrativa clássica de Pokémon e a identidade regional ajuda os jogadores a se sentirem imersos em Alola, mais do que a maioria das regiões jamais consegue.
1. Região de Sinnoh (Geração 4)

Sinnoh é, possivelmente, a região mais diversificada que Pokémon já criou, apresentando quase todos os tipos de biomas que um mundo fictício poderia ter, para uma experiência que agrada a todos os tipos de jogadores. Para Pokémon Diamond, Pearl e Platinum, Sinnoh é uma região com a maior construção de mundo possível, apresentando constantemente aos jogadores novas informações sobre a evolução do local ao longo do tempo. Locais secretos e detalhes ocultos são inumeráveis aqui, especialmente após o extenso pós-jogo da Geração 4, que expande Sinnoh de novas maneiras.
Muitos Pokémon Lendários diferentes criam “bolsões” em Sinnoh que valem a pena descobrir, mas até mesmo suas estruturas centrais são espetaculares. O infame Monte Coronet divide Sinnoh ao meio, mas o faz de forma a criar múltiplas áreas com personalidades distintas. Desde as neves densas de Snowpoint City até a tranquila Eterna Forest, Sinnoh oferece grande variedade, resultando em cada jogador tendo seu local favorito.
De forma semelhante a regiões como Unova e Kalos, Sinnoh também possui ótimas atmosferas urbanas através de suas cidades e vilas. Jubilife City é um centro de comércio e tecnologia, Hearthome City é um centro vibrante da cultura de Sinnoh, e Sunyshore City é uma próspera cidade portuária construída sobre painéis solares e docas. Cada área de Sinnoh é memorável à sua maneira, facilmente tornando a região a melhor da série Pokémon por sua vasta quantidade de locais excelentes.
Fonte: CB






