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O Criador de Devil May Cry da Netflix, Adi Shankar, fala sobre a 2ª Temporada e a Criação de seu Próprio Videogame (Exclusivo)

O Criador de Devil May Cry da Netflix, Adi Shankar, fala sobre a 2ª Temporada e a Criação de seu Próprio Videogame (Exclusivo)

Em 12 de maio, os fãs de animação terão uma nova dose de rivalidade fraternal com a segunda temporada de Devil May Cry, que chega à Netflix ainda este mês. Em entrevista ao ComicBook.com, o showrunner e criador Adi Shankar falou sobre a nova temporada, o controverso vilão, o futuro de Dante e Vergil, e seus próximos projetos.

Shankar é um veterano em adaptações de videogames, com trabalhos como Castlevania, Castlevania: Nocturne e Captain Laserhawk: A Blood Dragon Remix em seu currículo. Antes mesmo disso, ele já demonstrava sua paixão por Devil May Cry, chegando a participar de eventos fantasiado como o filho de Sparda. Enquanto a primeira temporada apresentou Dante, a segunda mergulhará mais a fundo na relação entre ele e seu irmão, Vergil.

O “Bode Expiatório” de Devil May Cry

Para quem não conhece, Arius foi o principal antagonista de Devil May Cry 2, título frequentemente considerado o ponto mais fraco da franquia. Shankar, no entanto, não enxerga a inclusão de Arius como uma tentativa de redenção do jogo, mas sim como uma celebração.

“Eu realmente não compro essa narrativa de que Devil May Cry 2 é o bode expiatório da série”, afirma Shankar. “Acho que o Dante usava a melhor roupa! Muitas das mecânicas de gameplay não estavam totalmente refinadas, mas havia uma progressão ali. Lucia é uma ótima personagem. Tento não ter opiniões negativas sobre as coisas e foco no que eu gosto.”

Arius é apenas um dos novos rostos que estreiam na segunda temporada, muitos deles oriundos dos jogos originais. Sobre o desafio de equilibrar personagens antigos e novos, Shankar citou um filme controverso da Marvel.

“Você quer evitar um cenário de Homem-Aranha 3”, explicou ele. “A propósito, reassisti Homem-Aranha 3 e é outra coisa onde existe uma realidade consensual, porque eu achei bem legal! Poderíamos ter cem personagens aparecendo aleatoriamente em Devil May Cry e eles desaparecerem, mas é preciso ter um investimento emocional. Estou tentando ser o Christopher Nolan desse espaço, sabe, e esse homem tem muita disciplina.”

Dante vs. Vergil

A rivalidade entre Dante e Vergil é um dos pilares da série e divide muitos fãs. Shankar, contudo, se esquiva de escolher um favorito.

“Eu sou um cara de Devil May Cry”, disse ele. “Pelo simples fato de tentar abordar todo o meu trabalho com realismo emocional e psicológico, esta versão de Vergil tem uma vantagem, por ser constantemente testado e pressionado. Isso faz parte do conflito aqui.”

Diferente de Dante, que vive no reino humano, Vergil passou a maior parte de sua vida em Makai, sob a influência do vilão Mundus. Essa experiência o moldou fisicamente e o manteve em uma linha tênue entre o bem e o mal, algo que deve continuar na adaptação da Netflix.

O Futuro de Adi Shankar

Sobre a possibilidade de uma terceira temporada, ainda não confirmada, Shankar demonstrou otimismo, mas sem dar detalhes. Ele sugeriu ter uma “visão de longo prazo” para a franquia.

“Você tem que acreditar que seus melhores anos estão por vir, que seu melhor trabalho está por vir. Sua melhor chance, seu melhor roteiro. E focar na tarefa em mãos. Tento manter a visão ampla, o quadro geral, e seguir em frente. Eu ainda estou jogando”, declarou.

Além da animação, Shankar revelou estar desenvolvendo um videogame próprio, com trailer previsto para breve.

“Estou desenvolvendo um videogame e sim, terei um trailer daqui a cerca de… dois meses? As pessoas vão dizer, ‘o quê??’. Fui indicado a um Game Award no ano passado, na verdade, e Neil Druckman me venceu. Então agora, vou dominar The Last of Us”, brincou.

Fonte: CB

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