The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é um Encanto HD-2D no Estilo Zelda
Para os fãs de jogos de ação, a série The Legend of Zelda sempre se destacou como uma das mais renomadas e icônicas. A exploração de ruínas misteriosas, a resolução de enigmas intrigantes, a descoberta de segredos ocultos e o desvendamento gradual da história de um mundo cativante são elementos que, para mim, jamais perdem a graça. Mesmo após décadas imerso em RPGs e jogos de ação, considero a franquia da Nintendo um marco inigualável. No entanto, dada a escassez de novos lançamentos, busquei outras opções ao longo dos anos. Muitos desenvolvedores tentaram replicar a fórmula, mas é a nova propriedade intelectual HD-2D da Square Enix que mais desperta meu interesse.
A demonstração de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales me fisgou instantaneamente. O jogo une visuais deslumbrantes, desenvolvidos pela mesma equipe por trás de Octopath Traveler, com combate focado em ação, resolução de puzzles, exploração e uma narrativa envolvente que abrange viagens no tempo. Mais ainda, a Square Enix já demonstrou estar atenta ao feedback dos jogadores, o que me confere confiança de que este pode se tornar um dos melhores RPGs de ação que a publicadora lançou em anos, e o título perfeito para fãs de Zelda como eu quando for lançado em 18 de junho.
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O que mais me impressionou em The Adventures of Elliot: The Millennium Tales foi, primeiramente, sua apresentação visual. O estilo HD-2D da Square Enix rapidamente se tornou um dos meus favoritos, graças a títulos como Octopath Traveler, Triangle Strategy e Dragon Quest. Ver essa estética aplicada a um RPG de ação e aventura completo parece inovador e um passo natural na evolução do gênero. Os cenários são repletos de detalhes, os efeitos de iluminação são espetaculares, e cada local possui um toque artesanal que me envolve imediatamente.
Surpreendentemente, o jogo me remeteu muito à exploração clássica de Zelda. A estrutura parece focada na descoberta, em vez de simplesmente seguir de um marcador de objetivo para outro. Me peguei examinando todos os cantos dos mapas, experimentando as mecânicas e tentando entender como as diferentes habilidades interagiam com o mundo ao meu redor.
A companheira fada, Faie, desempenha um papel crucial nisso. Sua magia de suporte não é apenas útil em combate; ela também auxilia na resolução de enigmas ambientais e na superação de obstáculos pelo mundo. Essa dinâmica me lembrou imediatamente dos sistemas de companheiros vistos ao longo da história de Zelda, especialmente em jogos onde ferramentas e habilidades expandem gradualmente a interação com o ambiente. A Square Enix poderia ter escolhido uma companheira mais parecida com Navi se tivesse se esforçado.
O combate também se mostrou satisfatório de uma forma inesperada. Elliot pode equipar duas armas simultaneamente, permitindo alternar entre diferentes estilos durante as batalhas. A variedade já se mostra promissora apenas na demonstração. Gostei particularmente de experimentar combinações de armas enquanto usava as habilidades de Faie para controlar multidões e criar aberturas, e mal posso esperar para ver como isso será expandido na versão completa.
A Narrativa de Viagem no Tempo Possui Grande Potencial
Um dos aspectos mais interessantes de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é o foco na jornada por quatro eras históricas distintas. Essa premissa cria oportunidades imediatas para uma narrativa e construção de mundo robustas, especialmente porque cada período parece drasticamente diferente dos demais. Isso me lembrou imediatamente de Chrono Trigger, um dos melhores JRPGs já feitos, que também se destacava pela viagem no tempo entre diferentes eras.
A trama gira em torno de Elliot e Faie tentando quebrar uma maldição lançada na Princesa Heuria através do Portal do Tempo. A jornada leva os jogadores por múltiplos períodos, desde a era mágica próspera da humanidade até épocas onde a civilização luta para sobreviver. Adoro histórias que exploram como o mesmo mundo muda ao longo do tempo, e este jogo parece apostar fortemente nesse conceito.
Também aprecio que a narrativa pareça mais pessoal do que muitos jogos de fantasia modernos. Em vez de se concentrar unicamente em ameaças em escala global, a história parece centrada na jornada e nos relacionamentos de Elliot. Esse foco emocional em menor escala costuma funcionar melhor em jogos de aventura, pois torna o mundo mais palpável e memorável. Dito isso, a jornada de Elliot e Faie se conecta ao quadro geral, satisfazendo ambas as perspectivas.

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A Square Enix Leva o Feedback dos Jogadores a Sério
Um dos maiores motivos para meu otimismo em relação a The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é a forma como a Square Enix tem lidado com o feedback dos jogadores. Após o lançamento da demonstração, muitos jogadores discutiram questões relacionadas ao ritmo, aos controles e à responsividade do combate. Em vez de ignorar essas preocupações, a equipe de desenvolvimento as reconheceu abertamente e confirmou que ajustes estavam sendo feitos. Essa comunicação é valiosa e me deixa esperançoso para o dia do lançamento.
A recepção da demonstração em si também tem sido amplamente positiva. Muitos jogadores elogiaram os visuais, a música, a exploração e a atmosfera geral. As comparações com Zelda são inegáveis, mas o jogo ainda parece ter uma identidade própria graças à apresentação HD-2D e à narrativa característica da Square Enix. Minha própria experiência com a demonstração me deixou ansioso por The Adventures of Elliot: The Millennium Tales e já olhando para o futuro.
A Square Enix passou anos aprimorando a fórmula HD-2D, mas a maioria desses jogos foram RPGs de turno. Combinar jogabilidade de ação e aventura com visuais HD-2D abre portas para tipos de experiências totalmente novos. Acredito genuinamente que este pode se tornar um dos RPGs de destaque do ano, caso a versão completa entregue o que a demonstração promete. Ele já possui a atmosfera, os sistemas de jogabilidade e a configuração narrativa necessários para se destacar em um gênero concorrido, especialmente considerando que não vemos um Zelda 2D tradicional há tempos.
Fonte: CB






