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Desenvolvedora de Phantom Blade Zero rejeita IA que modifique a “visão dos criadores”

Desenvolvedora de Phantom Blade Zero rejeita IA que modifique a "visão dos criadores"

A S-GAME, desenvolvedora do RPG de ação Phantom Blade Zero, reiterou seu compromisso com a criação artística feita por humanos, anunciando que não utilizará inteligência artificial para gerar elementos visuais em seu jogo. Liang Qiwei (também conhecido como Soulframe), CEO e criador do game, esclareceu a posição do estúdio, indicando um afastamento do recém-anunciado DLSS 5 da NVIDIA, tecnologia que inicialmente seria integrada.

“A arte humana é o valor em si”

Em uma declaração divulgada na rede social X, Soulframe reconheceu a “profunda revolução tecnológica” em curso, mas estabeleceu um limite claro para seu estúdio.

“Acreditamos firmemente que a arte humana não é apenas um meio para criar valor; é o valor em si”, declarou o CEO. A razão para rejeitar filtros gerados artificialmente foi explicitada: “Até hoje, cada elemento de conteúdo em nosso jogo foi criado pelas mãos de artistas reais. Não utilizaremos tecnologia visual de IA que possa alterar a intenção criativa original de nossos artistas.”

É importante notar que a resistência a essa nova tecnologia da NVIDIA já havia sido levantada por outros estúdios (como a Liquid Swords), que alertaram sobre a complexidade de integrar o DLSS 5 na produção e garantir seu suporte em todos os consoles. A S-GAME, porém, foca exclusivamente na preservação de sua estética.

Espadas reais, papel de arroz e “Kungfupunk”

Para sublinhar a dedicação humana ao projeto, que se encontra nas fases finais e intensas de desenvolvimento, a Soulframe revelou detalhes impressionantes sobre a construção do universo do jogo:

  • Personagens e Vozes: Os modelos foram criados a partir de digitalizações 3D de atores reais, que também forneceram as expressões faciais. O trabalho de dublagem inclui sincronização labial completa, cuidadosamente ajustada para os idiomas chinês e inglês.
  • Mestres Ferreiros: Os protótipos das armas são baseados no autêntico arsenal chinês. Para que a equipe compreendesse verdadeiramente o impacto do peso e comprimento nos movimentos, mestres ferreiros foram contratados para forjar réplicas reais das armas.
  • Combate e Coreografia: A captura de movimentos envolveu mais de 20 lutadores experientes em artes marciais. O estúdio consultou diretamente mestres de escolas tradicionais, convidando especialistas em espadas do Monte Emei e mestres de Dança do Leão da província de Guangdong para garantir a máxima autenticidade.
  • Cenários “Kungfupunk”: A equipe viajou pela China para digitalizar locais reais, desde salões ancestrais em Fujian e vilas antigas em Zhejiang, até velhas fábricas de aço em Pequim. Esses locais foram combinados para criar a identidade visual única do jogo, apelidada de “Kungfupunk”.
  • Mapas Manuais: Em vez de arte digital ou gerada por IA, os mapas que guiam o jogador foram desenhados à mão com pincéis chineses tradicionais em papel Xuan (papel de arroz). O trabalho foi realizado por jovens artistas do departamento de Pintura Chinesa da Academia Central de Belas Artes (CAFA).
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Com a promessa de entregar um jogo do qual toda a equipe se orgulha profundamente, Phantom Blade Zero tem lançamento marcado para 9 de setembro de 2026, com chegada confirmada para PC e PlayStation 5.

Fonte: Eurogamer

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