Uma nova minissérie documental da Netflix, com um título que chama a atenção, está conquistando o público e liderando os rankings. A produção se tornou o programa mais assistido em 21 países, além de ocupar o primeiro lugar na lista dos 10 mais populares nos Estados Unidos. Dado o seu enredo, o sucesso estrondoso não é surpreendente, especialmente entre os aficionados por true crime.
O Caso de “Should I Marry a Murderer?”
Intitulada de forma provocativa, “Should I Marry a Murderer?” (Devo me Casar com um Assassino?) acompanha a história de uma jovem patologista forense escocesa. Recém-saída de um relacionamento traumático e abusivo, ela conhece um homem charmoso que vive em uma propriedade isolada. A atração surge rapidamente e, em poucas semanas, o casal fica noivo.
É neste ponto que a Dra. Caroline Muirhead descobre o segredo de seu futuro marido. Anos antes do encontro deles, Alexander “Sandy” McKellar esteve envolvido em um atropelamento fatal com um ciclista. Ele e seu irmão, presente no momento do acidente, não acionaram a polícia e, em vez disso, enterraram a vítima em sua propriedade remota. Contudo, a verdade completa veio à tona posteriormente: o ciclista, Tony Parsons, um sobrevivente de câncer que participava de um evento beneficente de ciclismo, ainda estava vivo quando foi levado para o local isolado.
Um Crime Chocante que Divide Opiniões

Muitos espectadores criticam a Dra. Muirhead, questionando como ela lidou com o relacionamento abusivo que a levou a se envolver com McKellar e, principalmente, por ter permanecido com ele após a confissão. O trauma e os problemas de saúde mental a levaram ao vício, e ela acabou não comparecendo à data do julgamento.
No entanto, após a confissão inicial de McKellar, Muirhead procurou a polícia. Com poucas evidências, a ação policial foi limitada. Assim, a força policial dedicou o ano seguinte para construir um caso contra os irmãos. Foram as gravações de áudio que Muirhead conseguiu coletar, mesmo enquanto permanecia no relacionamento cada vez mais tóxico e abusivo com McKellar, que auxiliaram na condenação de ambos.
Um espectador comentou: “Essa mulher conseguiu exatamente o que queria. Ela foi a estrela do seu próprio show e já tinha todos aqueles vídeos constrangedores e egocêntricos prontos para o documentário”. Em contrapartida, outro espectador defendeu: “Ela não entrou nessa situação com habilidades de enfrentamento perfeitas e saúde mental impecável. Essa mulher me parece alguém já consideravelmente vulnerável, e não apenas por seu término devastador anterior. A realidade é que, se queremos apoiar mais a saúde mental, precisamos ter mais discussões como essa e mais compreensão sobre como a doença mental, o trauma e as feridas de apego se manifestam. Este é um exemplo muito extremo e maluco, mas ela é um ser humano; isso aconteceu com ela, e podemos escolher ter compaixão por ela ao mesmo tempo em que a responsabilizamos”.
Fonte: CB





