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10 Cenas Perturbadoras de Terror na TV que Nos Chocam por terem Passado pela Censura

10 Cenas Perturbadoras de Terror na TV que Nos Chocam por terem Passado pela Censura

Confira a seguir uma lista com cenas impactantes de séries de terror que ultrapassaram os limites do aceitável. Prepare-se, pois este conteúdo pode te fazer querer fugir da tela! Atenção: contém spoilers.

Embora nem sempre seja preciso muito sangue para nos incomodar, algumas séries de terror não economizam na violência, resultando em cenas tão chocantes quanto perturbadoras. Ao longo dos anos, algumas produções televisivas cruzaram todos os limites imagináveis, exibindo cenas que nos fizeram desviar o olhar, prender a respiração ou questionar como aquilo foi aprovado pela censura. Existe uma tênue linha entre ousadia e exagero, e essas séries não apenas a ultrapassaram, mas a destruíram completamente, seja mergulhando em violência gráfica extrema, terror psicológico alucinante ou tensões sociais desconfortáveis. Esses momentos não apenas marcaram época, eles transformaram o que a TV pode realmente exibir.

1) A Morte de Glenn pelas mãos de Negan – The Walking Dead

image courtesy of amc

É difícil esquecer a morte de Glenn (Steven Yeun), e ainda mais difícil não sentir aquele arrepio na espinha novamente. No episódio The Day Will Come When You Won’t Be, da sétima temporada de The Walking Dead, Negan (Jeffrey Dean Morgan) chega para deixar claro que não está para brincadeira. A forma brutal com que ele mata Glenn parece ter saído diretamente de um pesadelo. O que torna tudo tão perturbador é a riqueza de detalhes: vemos o crânio do personagem sendo esmagado, seu olho saltando da órbita e ele ainda tentando balbuciar palavras para Maggie (Lauren Cohan), mesmo horrivelmente desfigurado.

A tensão é tão intensa que nos sentimos paralisados e impotentes. Esse momento marcou uma geração, pois mostrou o quão cruel e imprevisível o mundo pode ser, especialmente em um cenário pós-apocalíptico. Não foi apenas a perda de um personagem querido, mas puro desespero, aliado a uma violência gráfica nunca antes vista na série. Foi um ponto de virada que mudou para sempre o tom da história e fez parte do público desistir, devido ao quão desconfortável era assistir.

2) O Ataque de Dolarhyde – Hannibal

image courtesy of nbc

Uma cena que nos faz questionar como passou pela censura é o episódio The Number of the Beast is 666, da terceira temporada de Hannibal, onde Francis Dolarhyde (Richard Armitage) arranca e mastiga os lábios de Frederick Chilton (Raúl Esparza). Não é apenas o sangue ou a violência gráfica, mas a frieza com que tudo se desenrola que nos deixa fascinados e profundamente desconfortáveis. Você sente aquele nó na garganta e uma estranha mistura de repulsa e admiração, uma combinação rara que poucas séries conseguem entregar.

No entanto, o que realmente impacta é a imersão na mente do monstro. Essa cena não é apenas um banho de sangue; ela abre uma janela para os cantos mais sombrios da natureza humana, forçando-nos a confrontar o quanto a empatia pode desaparecer diante da psicopatia. É um ato metódico, mostrado em câmera lenta e com um foco que obriga o espectador a assistir alguém devorar o rosto de uma pessoa ainda respirando. É uma sequência grotesca e meticulosa que permanece na mente muito tempo depois que termina.

3) Cordelia Arranca Seus Próprios Olhos – American Horror Story: Coven

image courtesy of fx

American Horror Story já fez história no gênero do terror, mas, na terceira temporada, uma cena de violência gráfica é realmente bizarra. No episódio Protect the Coven, Cordelia Foxx (Sarah Paulson) arranca o próprio olho em uma tentativa desesperada de recuperar a visão. Sim, ela literalmente se mutila apenas para enxergar novamente, o que é uma imagem completamente chocante e dolorosa para os espectadores sensíveis a tais cenas. O que torna isso tão devastador é a crueza: mostrada sem cortes ou suavização, expondo a agonia e o sangue da forma mais explícita possível. É tão incômodo que você só quer desviar o olhar e esperar que termine logo.

Contudo, o impacto vai muito além da violência; esse ato de automutilação revela a profundidade do desespero de Cordelia e o quão longe ela está disposta a ir para proteger aqueles que ama. A cena captura a atenção do público, provocando uma mistura de horror e empatia. Sua coragem e intensidade a tornaram um dos momentos mais inesquecíveis.

4) Canibalismo?! – Torchwood

image courtesy of bbc

Torchwood possui elementos de terror aqui e ali, mas, no episódio Countrycide, da primeira temporada, o gênero é jogado diretamente em nossa cara, dada a forma como toma conta da tela. O episódio nos coloca em uma armadilha real: uma vila isolada onde um grupo pratica canibalismo como parte de um ritual macabro, já perturbador por si só. O porão está cheio de corpos, ferramentas de açougueiro e detalhes sádicos que constroem uma atmosfera claustrofóbica e aterrorizante. Mas é a violência explícita e fria que torna essa cena um dos momentos mais brutais já exibidos na TV britânica, ultrapassando os limites esperados para uma série naquela época.

O que realmente choca é que o horror vem do que é mais humano: pessoas caçando e matando outras pessoas por comida, sem um pingo de compaixão. A série mergulha fundo nisso, recusando-se a apenas insinuar. A mistura de terror psicológico e físico deixa os espectadores profundamente desconfortáveis, abalando nosso senso de segurança. É uma cena que cruza fronteiras e ainda faz muitos pensarem duas vezes antes de confiar em alguém.

5) R.J. e a Pistola de Pregos – American Horror Story: Cult

image courtesy of fx

Outra temporada de American Horror Story difícil de assistir é Cult. Se você acha que já viu de tudo em termos de crueldade, assista ao episódio Holes. R.J. (James Morosini), um dos seguidores do culto de Kai (Evan Peters), é torturado com uma pistola de pregos disparada contra ele em uma sequência que parece não ter fim. A câmera focada e o silêncio pesado apenas aumentam o horror e a angústia de assistir ao seu lento sofrimento, tudo porque ele é considerado o elo mais fraco do grupo.

Essa temporada deixa sua mensagem de forma direta, e essa cena é um lembrete contundente de quão facilmente as pessoas podem perder sua humanidade. É profundamente perturbador, desafia nossas ideias sobre poder e controle e é definitivamente inesquecível.

6) O Bebê Peacock – Arquivo X

image courtesy of fox

Home, da quarta temporada de Arquivo X, é conhecido como um dos episódios mais controversos da série, e por um bom motivo. A cena do nascimento monstruoso do bebê da matriarca deformada da família Peacock é tão assustadora que o episódio foi banido por anos após sua exibição original. A imagem da mulher sendo mantida sob a cama, dando à luz um bebê grotesco durante uma tempestade, enquanto seus filhos o enterram vivo no jardim, destrói qualquer sensação de conforto que a TV geralmente tenta preservar.

A cena choca tanto pelo conteúdo gráfico quanto pelos temas tabus que aborda: incesto, infanticídio e deformidade genética. É aterrorizante e fica na memória porque explora um medo muito primal: o do estranho dentro de sua casa. Até hoje, continua sendo o único episódio da série a ser exibido com um aviso de conteúdo explícito, apenas para dar uma ideia de seu efeito.

7) Imprint – Masters of Horror

image courtesy of showtime

Outra série que conseguiu apresentar uma cena tão perturbadora que foi proibida de ser exibida é Masters of Horror. A trama acompanha um jornalista americano que visita uma remota ilha japonesa. O episódio Imprint, da primeira temporada, levou o horror ao extremo, apresentando cenas de tortura brutal, incesto, fetos abortados, rituais macabros e violência gráfica tão explícita e cruel que destruiu todas as fronteiras convencionais. Esta é uma exploração visceral do sofrimento humano que chocou os espectadores com sua intensidade crua e conteúdo perturbador.

Por não ser exatamente mainstream e ser considerada cult, o episódio se tornou uma lenda urbana entre os fãs de terror extremo. É um choque que provoca repulsa, desconforto profundo e até gera debates sobre os limites da arte e da censura. Muitos espectadores sentiram náuseas e até traumas após assisti-lo.

8) Ash no Necrotério – Ash vs Evil Dead

image courtesy of starz

Ash vs Evil Dead é conhecida por seu humor grosseiro e violência exagerada, então poucas cenas realmente perturbam os espectadores que esperam muitos momentos bizarros. No entanto, nada foi tão perturbador quanto a sequência no episódio The Morgue, da segunda temporada. Lá, Ash (Bruce Campbell) fica preso dentro do corpo de uma vítima do necrotério, e a câmera faz zoom em detalhes tão repulsivos quanto inesperados: pelos pubianos e genitália secundária balançando perto de seu rosto. Não é uma cena que exige apenas um estômago forte, mas cruza a linha do grotesco clássico para o horror corporal total.

Muitos espectadores se pegaram pausando para perguntar: Por que estou assistindo a isso? Pode ter algum valor de entretenimento, mas a mistura de humor negro, nojo explícito e claustrofobia que cerca a cena a torna profundamente desconfortável. É repulsivo para muitos, difícil de digerir e certamente não é algo facilmente esquecido.

9) O Gato – A Queda da Casa de Usher

image courtesy of netflix

Uma das produções mais memoráveis de Mike Flanagan é A Queda da Casa de Usher. Embora a série apresente vários momentos assustadores, nada supera o episódio The Black Cat. Se há uma cena que deixou muitos espectadores sem palavras, é a mutilação de um gato por Leo Usher (Rahul Kohli) durante um frenesi induzido por drogas. Mais tarde, ele descobre o corpo do animal destruído, com as entranhas expostas, uma imagem perturbadora e quase insuportável para muitos assistirem.

Essa sequência é marcada por extrema brutalidade e violência, levando vários espectadores a aconselhar cautela para aqueles mais sensíveis (principalmente porque envolve um animal). Mesmo quando descobrimos que tudo era uma alucinação e o gato está vivo, o efeito permanece. É o clímax da trama ao revelar os terrores que espreitam dentro da mente humana.

10) A Morte de Shadow – American Gods

image courtesy of starz

American Gods não é totalmente uma série de terror, mas seus elementos sombrios causaram um efeito imediato no primeiro episódio da primeira temporada, The Bone Orchard, com uma cena chocante: o linchamento de Shadow Moon (Ricky Whittle). É brutal, real e perturbador, não apenas pela violência em si, mas por seu significado histórico e social. A cena se refere diretamente ao racismo, com close-ups intensos, sangue escorrendo e uma composição visual que não poupa ninguém que assiste. Aqui, a série opta por mostrar o horror em detalhes para realmente forçar o desconforto (sem surpresa, os criadores defenderam essa escolha, mesmo diante da resistência).

A sequência expõe o terror do preconceito com brutal honestidade. É uma cena difícil de assistir, e nem todos se sentirão confortáveis com sua intensidade. Quer você a veja como uma declaração necessária ou muito gráfica para a TV, não há como negar que deixa uma impressão duradoura e faz com que os espectadores enfrentem algumas verdades duras.

Fonte: CB

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